Me enveneno com café dia após dia. Ande rápido na rua, desvie dos obstaculos (ou "pessoas", se preferir), contato ocular, contato ocular, vamos!, contato ocular. Olhou, olhou, olhou e lá se foi mais um par de olhos verdes. Em dias assim, amores de calçada sempre me deixam um furo no peito. Em dias como esse o café tem um gosto mais forte do que o de sempre. Lavo o rosto oleoso e estou ali no espelho. Gosto de pensar que sou um cactus. Longo, poucos espinhos e sozinho. Sabe aquele amontoado de cactus no meio do nada? Não estou lá. Um único e pálido cactus no meio de tudo. Pegue um facão, corte meu braço, e beba meu espresso.
Apesar de tudo, crescem flores bonitas de cheiro forte em mim.
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